Falar sério sobre “Crepúsculo”?

Acabai de alugar o primeiro filme da sensação “Crepúsculo”. É, não li os livros e não vi no cinema. Estou mais uma vez atrasado da modinha – isso está ficando recorrente, o que será que quer dizer? Amadureci? Quase que nem escrevo um texto sobre ele. Mas acho que algumas de minhas observações deviam ser escritas e qual o objetivo de escrevê-las se não o de publicar?
Uma jovem chamada Bella Swan muda de cidade e fica encucada com o ar misterioso de Edward Cullen, que estuda em sua escola. Com um tempo de convívio, uma paixão forte entre eles aparece no meio da revelação de uma curiosa característica do cara: ele é um vampiro e a garota acaba virando refém do segredo da existência dessas criaturas.

Dá pra resumir a história assim, mas claro que há muito mais do que isso – trata-se, inclusive, de uma trilogia de filmes. Todos eles baseados em livros da autora Stephanie Meyer. “Crepúsculo” é o primeiro da saga e arrecadou mais de 36 milhões de dólares em seu final de semana de estréia nos Estados Unidos.

Não quero e não vou entrar nos méritos do longa como sendo nada a não ser mais um filme de entretenimento. Ele não passa disso e muito se engana quem acha que isso é uma ofensa a ele. Ele é bem produzido, boa fotografia, bons efeitos especiais e o elenco é competente e esteticamente impecável.

Não vi muito filmes de vampiros na vida, mas achei interessante a abordagem das criaturas feitas aqui: nada de caixões ou dentes pontiagudos. O peso do segredo de fazer parte desse grupo é o que faz a história interessante para mim.

Mas, convenhamos, é mais um filme adolescente. Apesar do lado vampiresco (que teoricamente deveria abrir e organizar um arcabouço de informações, lendas e tradições), a história é muito simples e inocente. De fora ele até parece uma produção sombria, mas preste atenção nos valores presentes ali: um amor juvenil quase shakespeariano, quase sem contato físico algum e absurdamente idealizado (alguém aí achou sua alma-gêmea com 17 anos?). E, no meio de muitas cenas e enquadramentos feitos apenas para tirarem suspiros das menininhas, uma história de luta que não é necessariamente do bem contra o mal.

Algo errado com ele? Nada! Quanto mais contestador ele parecer, mais adolescentes em crise vão assistir. E quanto mais inocente ele for, mais os pais vão aprovar a febre. Se o filme é legal, não tem problema eu deixar meus filho gastar tubos de dinheiro com ele, certo? Sabia que uma pesquisa mostrou que a média de vezes que os adolescentes viram “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” no cinema foi de três vezes?

Era só isso que queria dizer. Não faz sentido torcer o nariz para “Crepúsculo”. Trata-se de um bom passatempo e de um longa que cumpre o que promete (entreter) e nada mais. Quem disse que todos os filmes do mundo precisam ser contestadores e cults?

Para ouvir depois de ler: Rockz – Tô Planejando

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3 comentários em “Falar sério sobre “Crepúsculo”?

  1. Só assim pra eu ter paciência de saber sobre o filme. Já vi 30 capas da Capricho e da Atrevida sobre isso e peguei pra ler, mas..ain…preguicinha, histeria. Que bom que vc já resumiu pra mim.Beijos

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