O pop tem razão: “Indestructible”

“Eu era deprimido pois ouvia música pop ou eu ouvia música pop pois eu era deprimido?”. Essa é uma questão de “Alta Fidelidade”, não sei se do filme ou do livro ou dos dois. O que interessa é que a dúvida é pertinente. Para tentar extrair dela algum divertimento – ou alguma sabedoria – criei essa categoria no blog para analisar músicas que fazem sentido pra mim.

Essa semana eu fui numa palestra e lá fui perguntado o seguinte: o que você quer que mude na sua vida nos próximos 40 dias e o que você está fazendo para essa mudança acontecer? E ao invés de só pensar ou escrever, devíamos conversar com a pessoa ao lado. E à minha esquerda tinha uma cinquentona muito bem vestida e sorridente que me disse estar precisando urgente de se soltar de seu passado. Acontecia que seu divórcio tinha saído já há 4 anos, mas o casamento durou quase 30 e uma ligação longa dessas é profunda demais pra cortar de uma vez.

Concordei – até pois tenho menos que 30 anos de vida, então não tenho nenhuma experiência comparável a um casamento que tenha gerado filhos e netos – mas lembrei dessa música algum tempo depois. É uma música que não é necessariamente uma declaração a um novo amor nem uma indireta a um amor antigo. É uma declaração de amor a si mesmo e uma ode à vontade de continuar. É um hino animado sobre como cada novo amor precisa sempre ser e se sentir fresco e como mágoas passadas não devem te deixar amargo, e sim mais doce.

“E eu nunca fui inteligente com amor, eu deixei os maus ficarem e os bons irem embora. Mas eu vou te amar como se eu nunca tivesse sido machucado antes, eu vou te amar como se eu fosse indestrutível. Seu amor é ultra magnético e está tomando conta. Isso é hardcore e eu sou indestrutível”.

Não é bem na mosca? Não tem como amar de verdade se não existir essa vontade de amar por inteiro ou pelo menos essa vontade de se jogar sem se preocupar tanto assim com o fim da queda e mais com o prazer que será o pulo.

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4 comentários em “O pop tem razão: “Indestructible”

  1. gosto de Robyn pela falta de medo de falar sobre o que a gente realmente sente, seja quando estamos nos sentindo só e derrotados em meio a uma pista de dança ou quando a gente volta a se entregar por completo. Acho o som dela de auto conhecimento e intensidade. Adorei você ter utilizado ela para exemplificar.

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