Banco de couro

Depois de um conturbado divórcio, minha mãe foi comprar um carro novo. Na concessionária, o vendedor insistia na versão com bancos de couro e minha mãe recusava, educadamente, toda vez. O último argumento que ele usou foi:

– Banco de couro valoriza na hora de vender.

No que minha mãe prontamente respondeu:

– Eu não tô querendo vender, eu tô querendo comprar.

Oras, o nosso orçamento era baixo e o couro custava uma fortuna a mais no preço do carro, sem falar que não oferecia muita coisa em troca – os bancos não ficam consideravelmente mais resistentes ou confortáveis por conta dele.

E foi assim que eu fui criado, pra me preocupar com o que está nas minhas mãos, em fazer o melhor que posso com os recursos que tenho.

Alguns chamam isso de “não pensar a longo prazo”. Eu chamo de viver no momento.

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