Engarrafamento é o novo esporte nacional

Sem nenhum exagero, todas as vezes que peguei táxi em horário comercial na minha vida, o taxista estava ouvindo programas que falavam da situação do trânsito.

Ontem, uma ouvinte mandou um e-mail pedindo pra locutora uma indicação de caminho pra ir do centro pra zona leste.

– Vai pelo túnel! – gritou o taxista pro rádio, como se fosse alguém assistindo um passe de futebol e gritando “chuta!”

Aí percebi que essa fervura do caminho mais fácil é como se fosse um esporte.

O dia inteiro, todo dia, tem lá 17 pessoas na equipe da rádio pra falar a mesmíssima coisa: a marginal tá parada, a ponte tá parada, a avenida tá parada. E todos os dias são as mesmas marginais, as mesmas pontes, as mesma avenidas  – e nos mesmos horários.

É um serviço útil pra alguns, mas também é uma punhetagem só comparável mesmo às mesas redondas de futebol.

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