E acontece

(para ler ouvindo: la femme – la femme ressort)

Qual foi a última vez que alguém te tocou antes de encostar no seu corpo? É engraçado quando você está muito interessado em alguém e tudo que consegue pensar é em beijar a pessoa. E fantasia com os lábios dela, em passar as mãos no cabelo dela. Pegar pela cintura, abraçar por cima do ombro, acariciar a nuca. E aí chega a hora de acontecer. E acontece. E é ótimo.

Só que se você acelera essa história alguns meses pra frente, isso vira um beijinho de boa noite, um beijinho de bom trabalho. E isso eu não quero. Eu quero tratar todo beijo seu como especial. Eu não quero acostumar.

Eu quero que todo momento seja especial. Eu quero te levar pra dançar e no outro dia te fazer café da manhã. Eu quero te acordar com beijos no pescoço. Eu quero dividir meus sonhos enquanto dividimos um vinho dividindo um sofá. Ser reconhecido por seus cachorros, respeitado pelos seus amigos. Inventar apelidos sem perceber. Eu quero olhar para as pessoas do passado e concluir que elas estavam apenas guardando lugar pra você. Eu quero ouvir o que você tem a dizer e não no que vou responder. Ficar me perguntando quem você é, e te aceitar mesmo depois de descobrir.

Ser eu mesmo.

Ser eu mesmo com você.

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