Dinamite caseira

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[…] Eu não consigo levar relacionamentos com a leveza bonita dos filmes. Esse papo de “deixar acontecer”, pra mim, é estranho – no sentido de ir conhecendo a pessoa aos poucos e, com isso, o relacionamento ficar sério. Claro que é assim que tem que ser, mas as pessoas são diferentes e têm tempos diferentes de sentir. Uma hora, mais cedo ou mais tarde, é preciso tomar a decisão de ficar juntos e trabalhar à partir daí. Sem essa decisão, fica tudo para sempre no ar. Tem tudo a ver com meu primeiro amor: ele me descartou para voltar com o ex dele. Hoje eu sei o quanto isso é normal e que, na verdade, eu era a vela da história, eles tinham um passado, um histórico, e eu apareci na mesma velocidade que fui convidado a me retirar. Mas na época me doeu muito e moldou como funcionariam vários dos relacionamentos que vieram à seguir: eu queria, sempre e o tempo todo, deixar tudo muito claro. Sem pensar, queria falar tudo que eu estava pensando. Jogar tudo na mesa, me abrir, fazer definições. No fundo, era medo de perder a pessoa do meu lado se eu deixasse ela muito tempo nesse modo do “deixar acontecer”, medo de ela achar que eu não estava interessado, que resultava em um interesse descomunal que no fim afastava todo mundo. Depois, virei a pessoa que é o contrário disso, a pessoa que eu sempre temia estar diante de, a pessoa fechada e que acha que está no controle por se abrir pouco. Falhou também. […]

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